A Valéria Verena nasceu de uma homenagem a duas mulheres que atravessaram gerações e chegaram até nós através de seus nomes: nossas bisavós, Valéria e Verena.
Cristina Valéria Seimetz Canal natural de General Neto, pertencente a Barão, depois de casar, foi para Sanata Clara Baixa hoje interior do município de Carlos Barbosa. Mulher simples, de origem humilde, passou a vida entre a família e o trabalho na roça. Criou muitos filhos, enfrentou as dificuldades de seu tempo e construiu sua história com uma força silenciosa, feita de trabalho, cuidado e perseverança.
Verena Elvira Fetter Althaus veio do interior de Carlos Barbosa no Paraguaçu e, depois de casar, construiu sua vida em Desvio Machado na época pertencente a Farroupilha RS. Tinha outro jeito de ser: era ativa, participativa, presente na comunidade e conhecida por estar sempre disposta a resolver. Tinha iniciativa e não costumava esperar as coisas acontecerem, fazia acontecer.
Duas mulheres diferentes. Duas histórias próprias. Dois nomes que hoje dão identidade a uma nova história. Essa história começou em uma loja.
Uma loja construída ao longo dos anos, com muito trabalho, que sustentava uma família e que foi estruturada com a perspectiva de contar, no futuro, com uma produção própria. Quando esse caminho deixou de estar disponível, surgiu uma necessidade: encontrar uma maneira de continuar.
Foi então que Alexandre decidiu acreditar que era possível construir essa solução. Antes de existir uma fábrica, ele já procurava máquinas, cursos, conhecimento e possibilidades. Foi atrás de pessoas, visitou fábricas e começou a entender o que seria necessário para transformar aquela ideia em realidade.
Nesse caminho, surgiu a Ana.
Nascida em Salvador do Sul, em uma família ligada à agricultura, Ana construiu sua trajetória através do estudo e do trabalho. Formada em Engenharia Química, passou pela agricultura familiar, pela indústria calçadista, laboratório de análises e por uma grande empresa do setor de calçados e bolsas.
Ela conhecia processos, produção e indústria.
Mas assumir uma fábrica significava muito mais do que conhecimento técnico. Significava coragem.
E Ana teve. ♥ Em poucos dias, deixou o emprego e decidiu fazer parte daquele projeto.
Assim, uma loja, uma necessidade e um desejo de continuar foram se transformando em uma fábrica. E, junto com ela, nasceu uma nova etapa da nossa história. Não foi um caminho simples. Houve incertezas, recomeços e momentos em que continuar parecia difícil. Mas também houve pessoas que acreditaram, parceiros que estenderam a mão e uma rede de apoio que ajudou a manter esse projeto de pé.
Foi assim que a Valéria Verena aconteceu.
Hoje, somos uma marca de bolsas e acessórios em couro legítimo, com produção própria e uma história construída por muitas mãos. Carregamos no nome duas mulheres que vieram antes de nós.
E carregamos, no trabalho de hoje, o compromisso de construir algo que possa continuar depois de nós.
Valéria Verena.
Um nome que veio do passado.
Uma história que construímos no presente.
Um legado para o futuro.
